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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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CHITA ESTÁ MUITO PERTO DA EXTINÇÃO

Mäyjo, 18.03.17

chita

O animal terrestre mais rápido do mundo está a um pequeno passo da extinção, segundo dados agora divulgados no âmbito de uma investigação da Sociedade Zoófila de Londres e da Wildlife Conservation Society.

 

Segundo estas entidades, estima-se que em todo o mundo existem apenas cerca de 7.100 chitas, com somente 9% do território que é considerado o seu habitat natural a ser ocupado por esta espécie. O desaparecimento destes animais está a ser especialmente sentido na região da Ásia. Mas não é apenas nesta região que os números têm vindo a diminuir a um ritmo alarmante. No Irão, por exemplo, já só há cerca de 50 chitas a viver no país, e no Zimbabué os dados indicam que na última década cerca de 85% da população de chitas desapareceu, com a caça ilegal a ser apontada como a principal causa para muito provável extinção da espécie.

O estudo avança ainda com mais um dado que ajuda a perceber como se chegou a esta situação: cerca de 77% dos locais habitados por chitas não são zonas protegidas por lei, o que muito contribui para aumentar a ameaça a que estes animais estão sujeitos.

Depois de conhecidos estes dados, o objectivo passa agora por rever o nível de perigo da espécie, passando de “vulnerável” para ameaçada” na lista das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Foto: via Creative Commons 

O QUE SÃO PLANTAS AUTÓCTONES? E QUAIS AS VANTAGENS QUE TÊM NA BIODIVERSIDADE?

Mäyjo, 13.03.17

plantas-autoctones

A flora nativa de Portugal, também conhecida como autóctone, é composta por uma grande variedade de árvores e arbustos, bem como por muitas outras plantas. Entre as árvores mais frequentes podemos encontrar o carvalho, a azinheira, o sobreiro, o salgueiro e tantos outros. Há ainda arbustos típicos como a aroeira, o medronheiro, o rosmaninho, ou o alecrim, entre outros.

 

Se tem um jardim, horta ou pedaço de terreno florestal disponível, saiba que usar plantas autóctones nas próximas plantações ou sementeiras que fizer, já que esta prática contribui de forma significativa para uma maior sustentabilidade.

Isto porque estas plantas estão mais adaptadas às condições do solo e do clima do nosso território são mais resistentes a pragas e a doenças, bem como a longos períodos de seca. Desta forma não precisam de tanta manutenção nem de cuidados especiais.

Descubra mais sobre os benefícios das plantas autóctones neste vídeo do Minuto Verde, da associação Quercus.

O Minuto Verde é uma rubrica produzida pela Quercus e emitida aos dias úteis na RTP.

Foto: via Creative Commons

 

 

EM PORTUGAL, 10% DAS BORBOLETAS DIURNAS ESTÃO AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

Mäyjo, 07.03.17

borboleta

Excesso de urbanização, alterações climáticas e destruição de habitats estão a acabar com 10% das borboletas diurnas em Portugal. Este é o diagnóstico agora divulgado por uma investigadora que propõe a elaboração de um livro vermelho das espécies.

 

Eva Monteiro, investigadora do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, revelou que 10% das espécies de borboletas diurnas em Portugal poderão estar ameaçadas de extinção.

A especialista admite que são necessários mais estudos de campo para confirmar esta estimativa e considera que para o efeito é necessário proceder à elaboração de uma lista vermelha dos invertebrados de Portugal. Este documento, que junta os grupos de animais existentes, por zona, e especifica o seu estado de conservação é, na opinião da investigadora, uma ferramenta essencial.

Segundo Eva Monteiro o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Sociedade Portuguesa de Entomologia, o Instituto Português de Malacologia e o Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal estão disponíveis para colaborar com o Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF) e elaborar aquela lista vermelha.

Segundo a especialista, os únicos registos de dados existentes são conseguidos através de observações das pessoas, que os divulgam na internet. Em muitas espécies, esta participação tem contribuído para aumentar os pontos conhecidos, sublinhou.

Os principais factores que ameaçam as borboletas, segundo Eva Monteiro, é a destruição dos seus habitats, com diferentes causas, como o abandono ou a mudança de utilização dos campos, o excesso de pastoreio, os pesticidas as alterações climáticas e o excesso de urbanização.

O país tem 135 espécies de borboletas diurnas, as mais conhecidas, e 2.500 nocturnas.

Foto: Luis Markes / via Creative Commons

Um felino selvagem muito parecido com o gato doméstico

Mäyjo, 26.02.17

gato-1

Gato-do-deserto

 

 

 

163 NOVAS ESPÉCIES DESCOBERTAS NA REGIÃO DE MEKONG

Mäyjo, 04.02.17

mekong

O sudeste asiático é conhecido pela sua imensa biodiversidade, e a informação hoje avançada pelo Fundo Mundial para a Natureza vem confirmar isso mesmo. Em 2015 foram descobertas 163 espécies, entre elas uma serpente com cores do arco-íris na cabeça e uma lagartixa com cornos parecida com um dragão.

 

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza, entre as espécies encontradas na região que se estende pela China, Birmânia, Laos, Tailândia, Camboja e Vietname contam-se nove anfíbios, 11 peixes, 14 répteis, 126 plantas e três mamíferos.

Uma variedade de plátano de flor vermelha descoberta no norte da Tailândia, uma rã alaranjada encontrada no Camboja e Vietname ou uma lagartixa de pele azul pálida encontrado no Laos são apenas alguns dos exemplos da espantosa biodiversidade que podemos encontrar no relatório da WWF hoje publicado.

Entre 1997 e 2015 foram encontradas 2409 novas espécies na região, qualquer coisa como uma nova descoberta a cada duas semanas.

Casa de uma das maiores diversidades da natureza do mundo, o Grande Mekong é igualmente uma das regiões do mundo mais afectadas pela caça furtiva e pelas consequências do desenvolvimento desenfreado levado a cabo pelo homem.

Foto: Wikiwand